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9 de out de 2008

* Freud – Além da Alma (Video raro - mais de 120 min.)


Do site Pausa Para a Filosofia:

(Freud – Além da Alma)

Junto com Copérnico e Charles Darwin, Freud revolucionou a maneira do ser humano ver a si mesmo dentro do infinito Universo.

Ao afirmar que as ações e os desejos humanos não são frutos da vontade e da vaidade humana, mas sim do nosso inconsciente, Sigmund Freud abalou o mundo científico e criou uma nova maneira de entender a psique humana.

[Clique sobre a figura para assistir ao video]

Em “Freud – Além da alma” (1962), John Huston pretende mostrar como as teorias freudianas esboçam a própria vida de um dos maiores gênios da Humanidade. Ansioso em obter respostas plausíveis para aplacar o sofrimento de seus pacientes, Freud enveredou-se à doutrina de Charcot e utilizou-se da hipnose em seus estudos sobre histeria.

Embora seus estudos encontrassem a resistência da ala conservadora da Medicina, que via nas teorias de Freud uma ameaça à primazia do ser humano, Freud prosseguiu em sua linha de pensamento e descobriu que o ser humano é dividido entre o Consciente e o Inconsciente, lançando as bases da Psicanálise.

Huston, baseado no roteiro escrito pelo filósofo Jean-Paul Sartre (que não consta nos créditos do filme), evitou o risco de fazer uma caricatura de Freud e não abordou a sua vida pessoal, restringindo-se aos seus estudos psicanalíticos. Opção acertada do diretor, pois sua produção não cai na mesmice de filmes meramente biográficos, que se baseiam em informações fragmentadas sobre a intimidade de um personagem histórico e acabam criando indiscriminadamente um mito.

É interessante observar como Huston conseguiu articular as descobertas de Freud com as próprias experiências pessoais do psicanalista, como a teoria que desenvolveu sobre o Complexo de Édipo, fundamentando-se na relação com seu pai morto.

Com uma linguagem metafórica e onírica, Huston mostra o conflito interior que viveu Freud enquanto tentava penetrar no obscuro inconsciente de seus pacientes, pois temia encontrar o inefável, o impensável. Na verdade, Freud temia encontrar a sua própria essência.

Com um elenco notável encabeçado por Montgomery Clift, Susannah York, Larry Parks e David McCallum, “Freud – Além da alma” é um filme acadêmico, inteligente e instigante, que nos permite uma melhor compreensão das teorias freudianas sobre o funcionamento do inconsciente humano e da irrupção do pensamento psicanalítico na sociedade vienense e, depois, no mundo. Um filme tão genial quanto o legado de Sigmund Freud, com legendas em português.

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* Fernão Capelo Gaivota (Video)

Do site Pausa Para a Filosofia

“Jonathan Livingston Seagull”
(Fernão Capelo Gaivota)




Fernão Capelo Gaivota conta a história de uma gaivota entediada com sua patética rotina. Enquanto os membros de sua sociedade passam o tempo todo comendo, o jovem pássaro decide empreender vôos cada vez mais altos e arriscados. Tendo sua atitude excêntrica e peculiar repudiada pelo grupo, os mais velhos decidem bani-lo. Tem início, então, uma busca ainda maior por horizontes cada vez mais distantes.

A produção foi realizada com o uso de pássaros treinados, e contou com a trilha sonora de Neil Diamond. Adaptação do livro de Richard Bach, o filme – dirigido por Hall Bartlett – foi indicado ao Oscar nas categorias Melhor Fotografia e Melhor Montagem. Vídeo em inglês, com legendas em português.
Voce tambem pode asstir ao video de 98 min aqui.
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* Siga a sua alegria

Do Blog Não Obrigado.

Joseph Campbell (JC) – Sempre digo a meus alunos para irem atrás da felicidade. Ir lá onde o senso profundo da sua existência está. Ir onde seu corpo e sua alma querem ir. Quando você tiver esse sentimento, fique com ele e não deixe ninguém desviá-lo.

Você já leu Babbitt do Sinclair Lewis?

Bill Moyers – Faz muito tempo.

JC – Lembra da última frase? “Nunca fiz nada que quisesse fazer em toda minha vida”. Esse é o homem que nunca foi atrás da sua felicidade. Bem, eu ouvi essa frase (…). Um belo dia eu estava num restaurante e em uma mesa estavam sentados um pai, uma mãe e um menino magricelo de uns 12 anos. O pai disse ao menino: “Tome seu suco de tomate”. O menino respondeu: “Não quero”. O pai levantou a voz e disse: “Tome seu suco de tomate!”. E a mãe disse: “Não o obrigue a fazer o que ele não quer”. O pai olhou para ela e disse: “Ele não pode passar a vida fazendo só o que ele quer. Se ele só fizer o que quer, ele morre. Veja meu caso, nunca fiz nada que eu quisesse fazer em toda minha vida”. Eu pensei: “Ó Meu Deus, é o Babbitt em carne e osso!” (risos).(…)

Uma forma maravilhosa de ensino que tínhamos no Sarah Lawrence, onde lecionei por 38 anos, era o fato de eu ter com os alunos encontros individuais que duravam cerca de meia-hora. Então, conversando sobre coisas que eles faziam, às vezes, eu tocava em algo que despertava uma resposta do aluno. Você vê os olhos abrindo, o rosto se transformando. É uma possibilidade de vida surgindo. E você pode pensar: “Eu espero que essa criança fique bem firme nisso”. Isso pode ou não acontecer, mas quando acontece, eles encontram o caminho da sua vida bem ali.

BM – Como aconselharia alguém a canalizar essa fonte de vida eterna, essa alegria?

JC – Sempre passamos por experiências que podem fazer isso. Uma pequena intuição de onde está sua alegria. Agarre-a! Ninguém pode lhe dizer o que vai acontecer. Você tem que aprender a reconhecer as próprias profundezas.

BM – O senhor sente, quando segue sua felicidade, que pode estar sendo ajudado por mãos ocultas?

JC – O tempo todo. É milagroso. Até criei uma superstição dentro de mim, pois acredito que elas aparecem o tempo todo. Se você segue a sua felicidade, você se coloca num caminho que estava ali o tempo todo esperando por você. E a vida que você deveria estar vivendo é aquela que está vivendo. Podemos ver isso. Você começa a lidar com pessoas que estão no campo da sua felicidade e elas lhe abrem portas. Eu sempre digo: “Siga sua felicidade e não tenha medo. As portas abrirão em lugares onde você nem imagina”.

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Babbitt Sinclair Lewis Nova Cultural

George F. Babbitt é, em tudo e por tudo, o protótipo do bem-sucedido e conformado norte-americano médio, típico, comum. Na pequena e próspera Zenith, ele é um bom funcionário, bom vendedor, bom chefe de família, bom companheiro, possui bons e comuns filhos, uma ótima e competente esposa.

Está sempre em dia com as novidades tecnológicas que contribuem para a melhoria do dia-a-dia em uma casa: um despertador, uma torradeira, uma geladeira nova, o carro do ano. Tudo que a indústria sempre se encarrega de abastecer anualmente. Participa das reuniões masculinas no clube enquanto sua mulher visita as amigas.

Estudou o suficiente para satisfazer as expectativas da sociedade, isto é, nem mais nem menos. Sua vida profissional está equilibrada, sempre com novas promoções à vista. Sua vida pessoal é calma, sem novidades. E seus filhos estão bem encaminhados, sendo que o mais provável é se tornarem outros bem-comportados e socialmente aceitos Babbitts do futuro.

George F. Babbitt, no entanto, está com um pequeno problema. Não consegue entender o que está se passando consigo mesmo. Existe uma insatisfação crescendo dentro dele, a falta de alguma coisa (que ele não consegue fazer idéia do que seja), que sua vida perfeita não está preenchendo.

E uma coisa inusitada acaba acontecendo. Meio por sua própria vontade, meio obrigado por circunstâncias fortuitas, Babbitt vai conhecendo um outro lado da existência. Aproxima-se de uma juventude ainda não conformada, percebe que existe mais animação, mais autenticidade. De repente, ele é confrontado com a percepção de que sua vida talvez não seja a melhor.

E, pela primeira vez, Babbitt se permite sonhar.

Quando foi publicado, em 1922, "Babbitt" ajudou a firmar a reputação de Sinclair Lewis, conquistada com seu livro anterior, "Main Street", recriação assustadoramente real de uma cidadezinha do interior com todas suas hipocrisias, falsidades e limitações. Ele mostra como todas as ilusões de sua personagem principal, Carol, vão sendo paulatinamente destruídas e moldadas para algo mais "decente".

"Main Street" significou a ruptura com toda uma tradição, cultivada inclusive pelo próprio Lewis em seus primeiros escritos, que colocava o interior como um lugar ainda não contaminado pela corrupção e maldades da cidade. Essa cuidadosa e minuciosa reavaliação diária, quase minimalista, da submissão de uma pessoa originalmente livre de pensamento e atitudes, rendida e derrotada pelo sucesso da sociedade de consumo, causou impacto e rendeu a Lewis o prêmio Pulitzer.

No conjunto de sua obra, destaca-se a preocupação social, a descoberta de uma América real, isto é, cruel, arrogante, ambiciosa e rasa. Em "Elmer Gantry", ele discute a corrupção dentro das Igrejas evangélicas; em "Arrowsmith", é a vez dos institutos de pesquisa científica. Esta seriedade ideológica é seguida a tal ponto por Lewis, que ele sequer aceitou o prêmio Pulitzer, pois não queria que sua obra fosse desvirtuada.

Lewis foi o grande antecessor da moderna e "adulta" literatura norte-americana que viria com força total, com uma turma conhecida como "a geração perdida": John Steinbeck, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, etc.

Em 1930, Sinclair Lewis recebeu o prêmio Nobel, o primeiro norte-americano a conseguir tal distinção. Ler "Babbitt" agora, no começo do século XXI, pode causar uma estranheza impressionante, pois contém a mesma atualidade e força de expressão. As características dos atuais Babbitts podem ter se modificado em alguns pontos; a essência, no entanto, continua a mesma. [Fonte]

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