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8 de nov de 2007

Oficina de sonhos

Cindy Foy era garçonete. Agora é piloto.
Peter Johnson era entregador.Agora.é produtor de laticínios..
Tina Forbes era uma artista.Agora é uma grande estrela.
Alan Rizzo era editor. Agora tem sua própria livraria.



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O que eles tem em comum - e o que você também pode ter – são as estratégias eficazes de Bárbara Sher para mudar sua vida.
Este é um programa prático e humano que leva seus sonhos e desejos a trabalharem para você – com resultados concretos.

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Você aprenderá:

Descobrir suas forças e capacidades
Transformar seus medos e sentimentos negativos em ferramentas positivas
Diagramar seu objetivo – planejar estabelecendo prazos para cumprir.
Acompanhar seu progresso dia a dia.
Criar um grupo, contato e recursos.
Utilizar-se de parcerias para se manter na rota.
E muito mais!

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Este livro "OFICINA de SONHOS" encontra-se esgotado.

No site http://wishcraft.com/portuguese/ você poderá baixá-lo.
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19 de out de 2007

Apaixone-se

Apaixone-se pela vida.

Um Amor de Verdade

Retirado do livro da Zibia Gasparetto. Muito legal.

O que é o amor ?

Você sabe o que é o Amor?

Sabe mesmo?

Então confira se voce está certo.

Um Amor para Recordar - The Reason

Clipe montado com o filme Um Amor Para Recordar (Walk to Remember).

Se você não assistiu, não sabe o que está perdendo...corra até uma locadora!


TOBY LOVE - "TENGO UN AMOR"

Mais amor!

Quem não gosta, não e´?

Babado Novo - Amor Perfeito

Juanes - Para Tu Amor

Às vezes estamos numa correria tão grande que esquecemos so grande motivo de virmos para este universo: O Amor!

Veja este video...ele é simplesmente tocante e maravilhoso.


15 de out de 2007

Vendo com outros olhos

Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar ao interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.

Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre.

Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:

- Como foi a viagem?

- Muito boa, papai!

- Você viu como as pessoas podem ser? - o pai perguntou.

- Sim.

- E o que você aprendeu? - o pai perguntou.

O filho respondeu:

- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.

Quando o pequeno garoto acabou de responder, seu pai ficou estupefato.

O filho acrescentou:

- Obrigado pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos!

MORAL DA HISTÓRIA

Tudo o que você tem depende da maneira como você olha para as coisas.

Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo! Se você é "pobre de espírito", você não tem nada!

Autor desconhecido

Afiando o Machado

No Alasca, um esporte tradicional é cortar árvores. Há lenhadores famosos, com domínio, habilidade e energia no uso do machado. Querendo tornar-se também um grande lenhador, um jovem escutou falar do melhor de todos os lenhadores do país. Resolveu procurá-lo.

- Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvore como o senhor.

O jovem empenhou-se no aprendizado das lições do mestre, e depois de algum tempo achou-se melhor que ele. Mais forte, mais ágil, mais jovem, venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou o mestre para uma competição de oito horas, para ver qual dos dois cortaria mais árvores.

O desafio foi aceito, e o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra, olhava para o mestre, mas na maior parte das vezes o via sentado. O jovem voltava às suas árvores, certo da vitória, sentindo piedade pelo velho mestre.

Quando terminou o dia, para grande surpresa do jovem, o velho mestre havia cortado muito mais árvores do que o seu desafiante.

- Mas como é que pode? – surpreendeu-se. Quase todas as vezes em que olhei, você estava descansando!

- Não, meu filho, eu não estava descansando. Estava afiando o machado. Foi por isso que você perdeu.

Aprendizado é um processo que não tem fim. Sempre temos algo a aprender. O tempo utilizado para afiar o machado é recompensado valiosamente. O reforço no aprendizado, que dura a vida toda, é como afiar sempre o machado. Continue afiando o seu.

Do livro: Comunicação Global - Dr. Lair Ribeiro

O Despertar da Águia

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Embora a águia fosse o rei / rainha de todos os pássaros. Depois de 5 anos , este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

Esse pássaro aí não é galinha .É uma águia.

De fato - disse o camponês . É águia . Mas eu criei como galinha. Ela não é mais águia . Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de envergadura.

- Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova . O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra as asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no telhado da casa. Sussurrou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês sorriu e voltou à casa:

- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

- Não - respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe :

- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor . Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Neste momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico KauKau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou...voou... até confundir-se com o azul do firmamento...

Do livro "O Despertar da Águia" de Frei Leonardo Boff.

Somos águias!

Todo mundo tem um sonho

Há alguns anos, aceitei uma atribuição numa cidade do sul para trabalhar numa obra assistencial do governo. O que eu queria era mostrar que todo mundo tem capacidade de ser auto-suficiente, basta que essa capacidade seja ativada. Pedi à cidade que selecionasse um grupo de pessoas da obra assistencial, pessoas de diferente grupos raciais e famílias. Assim, eu veria essas pessoas, em grupo, durante três horas, todas as sextas-feiras. Pedi também uma pequena quantia em dinheiro para o trabalho, conforme minha necessidade.

A primeira coisa que eu disse depois de apertar as mãos de todos foi: "Quero saber quais são seus sonhos." Todos me olharam como se eu fosse alguma desequilibrada.

¾Sonhos? Não temos sonhos.

Eu disse:

¾Bem, o que aconteceu quando você era criança? Não tinha algo que queria fazer?

Uma mulher me disse:

¾Não sei para que servem os sonhos. Os ratos estão comendo meus garotos.

¾Oh ¾eu disse. ¾Isso é terrível. Não, é claro, você esta muito envolvida com os ratos e seus garotos. Como pode se resolver isto?

¾Bem, eu poderia utilizar uma nova porta de tela porque há buracos na minha.

Perguntei:

¾Há alguém aqui que saiba consertar uma porta de tela?

Havia um homem no grupo, que disse:

¾Eu costumava fazer coisas assim há muito tempo, mas agora tenho uma terrível dor nas costas. No entanto, vou tentar.

Eu disse a ele que tinha algum dinheiro, se ele iria até a loja comprar um pouco de tela para consertar a porta da senhora.

¾Acha que pode fazer isso?

¾Sim, vou tentar.

Na semana seguinte, quando o grupo se sentou, eu disse:

¾Bem, sua porta de tela está consertada?

¾Oh, sim - ela disse.

¾Podemos então começar a sonhar, não podemos?

Ela deu um meio sorriso.

Eu disse ao homem que havia feito o trabalho:

¾Como se sente?

Ele disse:

¾Bem, sabe, é muito engraçado. Estou começando a me sentir muito melhor.

Aquilo ajudou o grupo a começar a sonhar. Estes aparentemente pequenos sucessos permitiram que o grupo visse que os sonhos nao eram insanos. Estes pequenos passos começaram a fazer as pessoas sentirem que algo podia realmente acontecer.

Comecei a perguntar a outras pessoas sobre seus sonhos. Uma mulher contou que sempre quisera ser secretária. Eu disse:

¾Bem, o que a impede? (Esta é sempre minha próxima pergunta.)

Ela disse:

¾Tenho seis filhos e ninguém que tome conta deles enquanto estou fora.

¾Vamos ver - eu disse - Há alguém aqui que tome conta de seis crianças por um dia ou dois na semana enquanto esta mulher faz um treinamento na faculdade da comunidade?

Uma mulher disse:

¾Também tenho filhos, mas poderia fazer isso.

¾Mãos à obra - eu disse. Entao criou-se um plano e a mulher foi para a escola.

Todos encontraram algo. O homem que instalou a porta de tela tornou-se faz-tudo. A mulher que tomou conta das crianças transformou essa atividade em profissão. Em doze semanas, todas aquelas pessoas estavam fora da obra assistencial. E eu não fiz isso uma única vez, tenho feito muitas vezes.

Virginia Satir

As longas colheres

Uma vez, num reino não muito distante daqui, havia um rei que era famoso tanto por sua majestade como por sua fantasia meio excêntrica.

Um dia ele mandou anunciar por toda parte que daria a maior e mais bela festa de seu reino. Toda a corte e todos os amigos do rei foram convidados.

Os convidados, vestidos nos mais ricos trajes, chegaram ao palácio, que resplandecia com todas as suas luzes.

As apresentações transcorreram segundo o protocolo, e os espetáculos começaram: dançarinos de todos os países se sucediam a estranhos jogos e aos divertimentos mais refinados.

Tudo, até o mínimo detalhe, era só esplendor. E todos os convidados admiravam fascinados e proclamavam a magnificência do rei.

Entretanto, apesar de primorosa organização da festa, os convidados começaram a perceber que a arte da mesa não estava representada em parte alguma.

Não se podia encontrar nada para acalmar a fome que todos sentiam mais duramente à medida que as horas passavam.

Essa falta logo se tornou incontrolável.

Jamais naquele palácio nem em todo o país aquilo havia acontecido.

A festa não parava de esforçar-se para atingir o auge, oferecendo ao público uma profusão de músicos maravilhosos e excelentes dançarinos.

Pouco a pouco o mal-estar dos espectadores se transformou numa surda mas visível contrariedade.

Ninguém no entanto ousava elevar a voz diante de um rei tão notável.

Os cantos continuaram por horas e horas. Depois foram distribuídos presentes, mas nenhum deles era comestível.

Finalmente, quando a situação se tornou insustentável, e a fome intolerável, o rei convidou seus hóspedes a passarem para a uma sala especial, onde uma refeição os aguardava.

Ninguém se fez esperar. Todos, como um conjunto harmonioso, correram em direção ao delicioso aroma de uma sopa que estava num enorme caldeirão no centro da mesa.

Os convidados quiseram servir-se, mas grande foi sua surpresa ao descobrirem, no caldeirão, enormes colheres de metal, com mais de um metro de comprimento. E nenhum prato, nenhuma tigela, nenhuma colher de formato mais acessível.

Houve tentativas, mas só provocaram gritos de dor e decepção. Os cabos desmesurados não permitiam que o braço levasse à boca a beberagem suculenta, porque não se podiam segurar as escaldantes colheres a não ser por uma pequena haste de madeira em suas extremidades.

Desesperados, todos tentavam comer, sem resultado. Até que um dos convidados, mais esperto ou mais esfaimado, encontrou a solução: sempre segurando a colher pela haste situada em sua extremidade, levou-a à ... boca de seu vizinho, que pôde comer à vontade.

Todos o imitaram e se saciaram, compreendendo enfim que a única forma de alimentar-se, naquele palácio magnífico, era um servindo o outro.

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

Siga seu sonho

Tenho um amigo, chamado Monty Roberts, que tem um rancho em San Isidro. Ele me emprestou sua casa para realizar eventos com a finalidade de levantar dinheiro para programas em prol dos jovens em perigo.

Da última vez em que estive lá, ele me apresentou dizendo:

-Quero dizer-lhes porque deixo Jack usar minha casa. Isso remonta a uma história de um jovem rapaz, filho de um treinador de cavalos itinerante, que vivia de estrebaria em estrebaria, de pista de corridas em pista de corridas, de fazenda em fazenda e de rancho em rancho, treinando cavalos. Conseqüentemente, o curso de segundo grau do garoto era constantemente interrompido. Quando estava no último ano, lhe pediram que escrevesse sobre o que queria ser e fazer quando crescesse.

"Naquela noite, ele escreveu sete páginas sobre seu objetivo de algum dia possuir um rancho de cavalos. Descreveu seus sonhos com riqueza de detalhes e até fez o desenho de um rancho de oitenta hectares, mostrando a localização de todos os prédios, as estrebarias e a pista. Então, desenhou em detalhes a planta baixa de uma casa de quatrocentos metros quadrados, que edificaria nos oitenta hectares do rancho de seus sonhos."

"Ele colocou seu coração no projeto e no dia seguinte entregou-o ao professor. Dois dias depois recebeu sua folha de volta. Na página frontal havia um grande F vermelho e uma mensagem que dizia: ‘Procure-me depois da aula.’"

O garoto do sonho foi ver o professor depois da aula e perguntou:

- Por que recebi um F?

O professor disse:

- Este é um sonho irreal para um rapaz como você. Você não tem dinheiro, vem de uma família itinerante. Não tem recursos. Ter um haras requer muito dinheiro. Você tem que comprar a terra. Tem que comprar os primeiros animais e, mais tarde, terá que pagar impostos enormes. Não há como você possa realizar isso algum dia. – E o professor acrescentou: - Se reescrever estas folhas com um objetivo mais realista, reconsiderarei sua nota.

O garoto foi para casa e pensou muito naquilo. Perguntou a seu pai o que deveria fazer. Se pai disse:

- Olhe, filho, você tem que decidir isso sozinho. No entanto, acho que é uma decisão muito importante para você.

Finalmente, depois de sentar-se diante do trabalho por uma semana, o garoto devolveu o mesmo papel, sem fazer nenhuma mudança. E declarou:

- Pode ficar com seu F, que eu ficarei com meu sonho.

Monty voltou-se para o grupo e disse:

- Estou lhes contando esta história porque estão sentados em minha casa de quatrocentos metros quadrados, bem como no meio de meu haras de oitenta hectares. Ainda tenho aquele trabalho escolar emoldurado em cima da lareira.

E acrescentou:

- A melhor parte da história é que, há dois verões, aquele mesmo professor trouxe trinta garotos para acampar no meu rancho durante uma semana. Quando estava indo embora, o professor disse:

- Olhe Monty, posso dizer-lhe isso agora. Quando era seu professor, eu era um tipo de ladrão de sonhos. Durante aqueles anos, roubei os sonhos de uma porção de alunos. Felizmente, você teve juízo suficiente para não desistir dos seus.

Não deixe que ninguém roube seus sonhos. Siga seu coração, não importa o que aconteça.

Jack Canfield
Canja de Galinha para a Alma
Jack Canfield & Mark Victor Hansen
Ediouro

Descanse em paz: o enterro do “não consigo”

A turma da Quarta série de Donna parecia-se com muitas outras que eu vira antes. Os alunos sentavam-se em cinco fileiras de seis carteiras. A mesa do professor era na frente, virada para os alunos. O quadro de avisos exibia trabalhos dos alunos. Em muitos aspectos, parecia uma sala de escola primária tipicamente tradicional. Mesmo assim, algo me pareceu diferente naquele primeiro dia em que entrei ali. Parecia haver uma corrente subterrânea de excitação.


Donna era uma professora veterana de uma cidadezinha de Michigan, e faltavam apenas dois anos para sua aposentadoria. Além disso, era voluntária ativa num projeto municipal de desenvolvimento de equipes que eu organizara e auxiliara. O treinamento se concentrava em idéias artísticas de linguagens, capazes de estimular os alunos a se sentirem bem consigo mesmos e assumirem a responsabilidade sobre suas vidas. O trabalho de Donna era assistir às sessões de treinamento e implementar os conceitos apresentados. Meu trabalho era visitar as salas de aula e encorajar a implementação.


Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos. Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de "não consigos".

"Não consigo chutar a bola de futebol além da Segunda base."

"Não consigo fazer divisões longas com mais de três números."

"Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."

Sua página já estava pela metade e ela não mostrava sinais de parar. Trabalhava com determinação e persistência.

Caminhei pela fileira olhando as folhas dos alunos. Todos estavam escrevendo sentenças que descreviam o que não conseguiam fazer.

"Não consigo fazer dez flexões."

"Não consigo comer um biscoito só."

A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e assim decidi verificar com a professora o que estava acontecendo. Ao me aproximar dela, notei que ela também estava ocupada escrevendo. Achei melhor não interromper.

"Não consigo trazer a mãe de John para uma reunião de professores."

"Não consigo fazer com que minha filha abasteça o carro."

"Não consigo fazer com que Allan use palavras em vez de murros."

Frustado em meus esforços em determinar por que os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases mais positivas, ou "eu consigo", voltei para o meu lugar e continuei minhas observações. Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página. Alguns começaram outra.

"Terminem a página em que estiverem e não comecem outra", foram as instruções que Donna usou para assinalar o final da atividade. Os alunos foram então instruídos a dobrar suas folhas ao meio e trazê-las para a frente da classe. Quando os alunos chegaram à mesa da professora, depositaram as frases "não consigo" numa caixa de sapatos vazia.

Quando as folhas de todos os alunos haviam sido recolhidas, Donna acrescentou as suas. Ela pôs a tampa na caixa, enfiou-a embaixo do braço e saiu pela porta, pelo corredor. Os alunos seguiram a professora. Eu segui os alunos.

Na metade do corredor a procissão parou. Donna entrou na sala do zelador, remexeu um pouco e saiu com uma pá. Pá numa das mãos, caixa de sapatos na outra, Donna saiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mas distante do playground. Ali começaram a cavar.

Iam enterrar seus "Não consigo"! A escavação levou mais de dez minutos, pois a maioria dos alunos queria sua vez. Quando o buraco chegou a cerca de um metro de profundidade, a escavação terminou. A caixa de "não consigos" foi depositada no fundo do buraco e rapidamente coberta de terra.

Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, no local da sepultura recém cavada. Cada um tinha no mínimo uma página cheia de "não consigos" na caixa de sapatos um metro abaixo. E a professora também.

Neste ponto, Donna anunciou: "Meninos e meninas, por favor dêem-se as mãos e baixem as cabeças." Os alunos obedeceram. Rapidamente, dando-se as mãos, formaram um círculo ao redor da sepultura. Baixaram as cabeças e esperaram. Donna proferiu os louvores.

"Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do ‘Não consigo’. Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública – escolas, prefeituras, assembléias legislativas e, sim, até mesmo na Casa Branca.

Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs ‘Eu consigo’, ‘Eu Vou’ e ‘Eu vou imediatamente’. Estes não são tão conhecidos quanto seu famoso parente e certamente ainda não tão fortes e poderosos. Talvez algum dia, com sua ajuda, eles tenham uma importância ainda maior no mundo. Que ‘Não Consigo’ possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém."

Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam esse dia. A atividade era simbólica, uma metáfora da vida. Foi uma experiência direta que ficaria gravada no consciente e no inconsciente para sempre.

Escrever os "Não Consigos", enterrá-los e ouvir a oração. Aquele havia sido um esforço maior da parte daquela professora. E ela ainda não terminara. Ao concluir a oração ela fez com que os alunos se virassem, encaminhou-os de volta à classe e promoveu uma festa.

Eles celebraram a passagem de "Não Consigo" com biscoitos, pipoca e sucos de frutas. Como parte da celebração, Donna recortou uma grande lápide de papelão. Escreveu as palavras "Não Consigo" no topo, "Descanse em Paz" no centro e a data embaixo.

A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o resto do ano. Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "Não consigo", Donna simplesmente apontava o cartaz Descanse em Paz. O aluno então se lembrava que "Não Consigo" estava morto e reformulava a frase.

Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela.

Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "Não Consigo", vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que "Não Consigo" está morto.


Chick Moorman

Canja de Galinha para a Alma
Jack Canfield & Mark Victor Hansen
Ediouro

Acreditar e Agir

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

- Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade acreditar e agir.

Se você me ama, me diga!

Jerry não se esqueceu daquele dia de inverno em que nevava e seu filho mais velho quase sofreu um acidente sério. Jeff mal tinha um ano de carteira e isso deixava Jerry nervoso toda vez que o rapaz saía de carro. A proximidade com o desastre aumentou sua ansiedade.

Um dia, logo depois do quase acidente, Jeff disse ao pai que ia a uma festa e voltaria tarde.

- Dirija com cuidado! – Jerry advertiu.

Jeff virou-se para o pai com um olhar de tristeza e perguntou:

- Por que você sempre diz isso?

- Digo o quê?

- "Dirija com cuidado." É como se você não confiasse em mim dirigindo.

- Não, filho, não é nada disso – Jerry explicou. – É só uma maneira de dizer "Eu te amo".

- Olhe, papai, se você quer dizer que me ama, diga isso! Se não, posso confundir a mensagem.

- Mas... – Jerry hesitou. – E se seus amigos estiverem com você? Se eu disser "Eu te amo", você pode ficar sem graça.

- Nesse caso, papai, quando estiver se despedindo, basta colocar sua mão perto do coração e eu vou fazer a mesma coisa –Jeff sugeriu.

Jerry entendeu que seu filho, tanto quanto ele, queria expressar seu amor.

- Estamos combinados – ele disse.

Alguns dias depois, Jeff estava pronto para sair de novo, dessa vez com um amigo.

- Papai, pode me emprestar o carro? – ele pediu.

- Claro – Jerry respondeu. – Aonde você vai?

- Ao centro da cidade.

Jerry lhe deu as chaves.

- Jeff, divirta-se – disse o pai, colocando discretamente a mão perto do coração.

Jeff fez a mesma coisa.

- Claro, papai.

Jerry piscou. E Jeff, chegando perto do pai, falou baixinho:

- Piscar não faz parte do nosso trato.

Jerry ficou meio surpreso.

- Tudo bem, papai, até mais tarde – Jeff disse enquanto se dirigia à porta.

Antes de sair, ele se virou – e piscou.

Mitch Anthony
Histórias para Aquecer o Coração dos Pais
Jack Canfield & Mark V. Hansen & Jeff Aubery & Mark & Chrissy Donnelly
Editora Sextante

Amor, Fartura ou Sucesso

Uma mulher saiu de sua casa e viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente ao quintal dela. Ela não os reconheceu. Depois de observar por algum tempo disse:

- Acho que não os conheço, mas devem estar com fome. Por favor entrem e comam algo.

- O homem da casa está ? Perguntaram.

- Não, ela disse, está fora.

- Então não podemos entrar. Eles responderam.

A noite quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu.

- Vá diga, que estou em casa e convide-os a entrar.

A mulher saiu e convidou-os a entrar.

- Não podemos entrar juntos. Responderam.

- Por que isto ? - Ela quis saber - Um dos velhos explicou-lhe :

- Seu nome é Fartura. Ele disse apontando um dos seus amigos e mostrando o outro, falou:

- Ele é o Sucesso e eu sou o Amor. E completou:

- Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós você quer em sua casa.

A mulher entrou e falou ao marido o que foi dito. Ele ficou arrebatado e disse:

- Que bom! - ele disse. - Neste caso vamos convidar Fartura. Deixe-o vir e encher nossa casa de fartura.

A esposa discordou:

- Meu querido, por que não convidamos o Sucesso ?

A filha do casal que ouvia do outro canto da sala apresentou sua sugestão:

- Não seria melhor convidar o Amor? Nossa casa então estará cheia de Amor.

- Atentamos pelo conselho de nossa filha - disse o marido para a esposa – Vá lá fora e chame o Amor para ser nosso convidado.

A mulher saiu e perguntou aos três homens:

- Qual de vocês é o Amor? Por favor entre e seja nosso convidado.

O Amor levantou-se e seguiu em direção à casa. Os outros dois levantaram-se e seguiram-no. Surpresa a senhora perguntou-lhes:

- Apenas convidei o Amor, por que vocês entraram?

Os velhos homens responderam juntos :

- Se você convidasse o Fartura ou o Sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas se você convidar o Amor, onde ele for iremos com ele. Onde há Amor, há também fartura e sucesso !!!

Autor desconhecido

De Olho nas Metas

Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras. A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas. Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, lá vinha outro solavanco e... tudo se desarrumava de novo.

Então ele começou a ficar desanimado e pensou: "jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!". Quando estava assim pensando, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.

Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e nos distanciamos das nossas metas.

Autor desconhecido

14 de out de 2007

Metáfora para cura acelerada

Robert W. Fletcher

As metáforas terapêuticas podem ser, muitas vezes, usadas junto com o tratamento médico convencional para acelerar o processo de cura. O que se segue é uma metáfora que eu usei com muito sucesso algumas vezes. A história se inspirou numa experiência que eu tive quando rapaz, num navio que se dirigia para o sul do Pacífico, durante a Guerra da Coréia.

Muitos anos atrás, um dos meus assistentes veio à minha sala, por volta da 1:30 da tarde, muito agitado. Parecendo muito perturbado, ele pediu para sair mais cedo. Sua irmã de 21 anos tinha se envolvido num acidente de carro e foi levada para o hospital numa condição crítica. Ela teve lacerações na pele, duas costelas quebradas, um pulmão perfurado e consideráveis contusões. Ele sabia que eu havia assistido, no último fim de semana, ao seminário sobre Metáforas Terapêuticas com Tom Best e me perguntou se não existia alguma coisa que eu pudesse fazer para ajudá-lo.

Eu disse, "Me fale sobre a sua irmã." Ele disse que ela trabalhava como modelo numa loja de roupas e que adorava esquiar e velejar. Eu criei a história da metáfora a seguir que nós rapidamente anotamos numa folha. Ele foi para o hospital e lhe contou a metáfora enquanto ela estava deitada na sala de emergência. Naquele momento ela estava apenas semiconsciente.

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Uma vez, eu fiz uma viagem num grande navio de São Francisco para o Japão, via Honolulu no Havaí. Três dias depois da partida, em pleno oceano, o barco se deparou com uma tempestade que logo se transformou num tremendo tufão. O capitão, a princípio, pensou que ele podia enfrentar a tempestade, mas logo descobriu que o melhor que podia fazer era tentar escapar dela. Quando ele tentou desviar o navio da tempestade, o navio foi atingido por uma parede de água que quase o fez virar. A parte de trás do navio foi erguida para fora da água e desceu com tanta força que entortou o eixo de aço inoxidável da hélice. A sacudida na carga provocou um furo na lateral do navio, num dos porões de carga, inundando o compartimento e enfraquecendo o casco em diversos lugares.

O Capitão que pensava rápido, imediatamente convocou uma reunião de todos os chefes das equipes (inclusive, mas não limitado ao Chefe Engenheiro, Chefe Encanador e das Caldeiras, Chefe de Manutenção, Chefe da Limpeza, Chefe da Nutrição e Saúde, bem como do seu Navegador e o responsável pelo Radar). Ele falou a todos sobre o perigo imediato que o navio corria e sobre a força da tempestade. Então, ele deu as seguintes instruções:

"Chefe Engenheiro, faça a sua equipe parar o motor #1 ou todo o navio vai vibrar. Verifique e aperte todos os mancais, verifique e lubrifique todos as instalações de óleo, e tenha certeza de que todas as partes móveis sejam mantidas lubrificadas durante a tempestade. Aperte todas as conexões, e fique atento para as tensões, superaquecimentos e defeitos. Estabeleça vigias 24 horas por dia em todos os sistemas."

"Chefe Encanador e das Caldeiras, faça a sua equipe verificar todas as válvulas, apertar todas as conexões, trocar qualquer cano rachado ou frouxo, e estabelecer um turno de 24 horas para vigiar todas os indicadores de pressão e válvulas. Mantenha todas as pressões dentro dos limites indicados."

"Chefe de Manutenção, estabeleça uma equipe especial para reparos. Vá até o compartimento invadido e com um equipamento de mergulho solde o buraco no casco. Use qualquer material ou equipamento que você necessitar da sala de suprimentos para reforçar a estrutura e tornar o navio seguro de novo. Depois bombeie toda a água do compartimento inundado. Designe equipes de prontidão para ter certeza de que estes reparos sejam mantidos durante a tempestade."

"Chefe da Limpeza, envie uma equipe para o porão atingido tão logo ele esteja seguro e ponha em ordem os entulhos. Limpe com muita água e deixe tudo seco. Acelere a limpeza normal de todos os compartimentos, esvaziando, diversas vezes ao dia, os contêiners de lixo dos passageiros. Tenha certeza de que nada é deixado no navio que possa contaminar ou fazer os passageiros ficarem doentes."

"Chefe da Nutrição e Saúde, mude a dieta, tanto da tripulação como dos passageiros, para uma que seja mais condizente com a energia necessária para manter a saúde durante o restante da tempestade. Nós não podemos deixar os passageiros ficarem doentes e, evidente, a tripulação deve ser mantida com boa saúde."

Chefe de Navegação, assinale um novo curso que irá nos afastar dessa tempestade tão rápido quanto possível com os menores danos possíveis."

"Chefe do Radar, faça uma varredura no oceano e na linha costeira a procura de rochas, outros navios ou qualquer outra coisa que possa se intrometer no caminho do navio e retardar a sua chegada a um porto seguro."

Como resultado da decisão rápida do Capitão e das ações que foram tomadas pelos chefes das equipes, o navio foi capaz de se afastar rapidamente da tempestade, fazer os reparos finais no porto de Honolulu e continuar a sua jornada para o Japão. Todos os passageiros estavam seguros e foram capazes não apenas sobreviver a essa aventura, mas também se divertiram bastante no restante da viagem.

******************

O acidente ocorreu na tarde de terça-feira. Na manhã seguinte, o buraco no pulmão dela estava completamente fechado. Eles lhe deram alta do hospital na quinta-feira e, na segunda-feira seguinte, ela já estava de volta ao seu trabalho de modelo.

Eu contei essa história para outra mulher que estava indo para uma cirurgia de remoção de um cálculo biliar. Ela foi operada na quarta-feira (com uma incisão de 20 centímetros abaixo da caixa torácica) e retornou ao trabalho na segunda-feira seguinte.

Eu também usei essa história com uma mulher com pouco mais de 50 anos que precisava de uma histerectomia. O médico avisou que ela devia considerar um período de recuperação de 6 semanas a 6 meses. Quando, após 3 semanas, ela retornou para um check-up, o médico com grande prazer lhe anunciou que ela estava completamente curada e que podia retornar as suas atividades normais. Como antes da operação ela estava planejando um acampamento no alto das Montanhas Rochosas, andando a cavalo, ela perguntou quanto tempo tinha que esperar antes de fazer essa viagem. Ele lhe respondeu "A qualquer hora que você quiser. Enquanto você se sentir bem, ótimo." Ela me comentou, mais tarde, que acompanhou o marido até em cima das montanhas numa viagem de dois dias sem nenhum incômodo causado pela cirurgia.

O último exemplo, usando essa metáfora, é a de um homem de cerca de 60 anos que estava indo para uma cirurgia de implante de um bypass quádruplo no coração. De novo, ele foi liberado mais cedo e se recuperou muito mais rápido do que o esperado.

Eu tenho usado variações dessa história em todas as espécies de doenças e, até agora, tenho tido curas aceleradas em todos os casos.

Durante a demonstração de um programa de alergia interna/externa em 5 de janeiro de 1989 no workshop da Western States Training Association para Practitioners, um dos estudantes perguntou "Por que você não pode fazer o processo de reversão de câncer?" Isso me fez pensar. O resultado é a metáfora que segue.

****************

Num país, não muito longe daqui, vivia um grande general. Sua tarefa era proteger o país e assegurar que todos os habitantes vivessem em paz e harmonia. Para fazer isso, ele mantinha um exército em prontidão e um exército de reservistas, o qual podia ser chamado em condições especiais. Ele também mantinha um serviço secreto cujo trabalho era detectar qualquer espião ou invasores externos. Todos os membros do exército, os reservistas e os do serviço secreto foram cuidadosamente treinados para tarefas específicas designadas para cada grupo. Os membros do exército e do serviço secreto eram soldados em tempo integral, mas os membros reservistas eram civis que ocupavam, na maior parte do tempo, posições na comunidade e que foram treinados para atuar na guerra apenas em casos de emergência.

Por muitos anos, esse país viveu em paz e harmonia. Os habitantes de cada vila e cidade, bem como aqueles das grandes cidades, trabalhavam e divertiam-se juntos e viviam a vida na sua plenitude. Todos, isto é, exceto alguns membros do exército e do serviço secreto. Como eram treinados para guerra, eles começaram a ficar descontentes por não fazerem nada, apenas aguardando e não tendo nenhum lugar para usar suas altamente treinadas habilidades de guerra. Alguns deles decidiram ir para o interior e provocar algum excitamento.

Os desertores do exército partiram para uma pequena parte da zona rural e começaram a atormentar os habitantes locais. Os habitantes não tinham experiência com guerra, e assim se tornaram vítimas fáceis dos habilidosos desertores. Outros membros do exército, vendo a excitação, se evadiram e se juntaram ao esquema. Eles se vestiram com roupas iguais aos dos habitantes locais e se infiltraram nas atividades da comunidade. Eles tentaram se adaptar à comunidade, usando suas habilidades de guerreiros, mas sempre provocavam destruição no seu caminho. Os invasores se pareciam muito com os habitantes locais e eram difíceis de serem detectados.

Devagar no início, mas aumentando rapidamente, o trabalho na comunidade chegou a um impasse. Cada vez mais desertores do exército se envolviam na tentativa de conseguir a sua parte nos saques. O processo prosseguia de cidade para cidade até que um grande clamor começou a se erguer em todo o interior – um grito de alarme. O governador da área tomou consciência do problema e enviou todos os combatentes que ele pode reunir, porém, agora, os desertores do exército eram muitos e altamente habilidosos. Além disso, eles não conseguiam distinguir os desertores dos habitantes locais.

Finalmente, o governador emitiu uma solicitação ao general do exército. (O general não tinha sido avisado do problema até esse momento.) O general imediatamente tentou chamar de volta os desertores, mas eles não o obedeciam mais. Ele chamou o governante do país e este tentou convencê-los pela lógica, mas eles também não o escutaram. Os desertores somente continuavam a crescer em número e a destruir o interior. Um governante vizinho sugeriu que fosse colocada comida envenenada por todo o interior para tentar envenenar os renegados. Isso funcionou um pouco e alguns foram mortos; porém, também muitos dos habitantes locais.

O general e o governante pensaram e pensaram. Por fim, eles delinearam um plano. O general secretamente chamou seu serviço secreto especial e lhes deu um treinamento específico de como distinguir os habitantes locais dos desertores treinados para guerra. A eles foi ensinado como fazer um exame detalhado, pois existiam pequenas diferenças na constituição física. Os soldados eram mais fortes e mais ativos do que os habitantes locais. Também tinham uma expressão diferente nos olhos e padrões de respiração diferente.

O pessoal do serviço secreto especial foi instruído para colocar as roupas dos habitantes locais e se infiltrarem nas vilas e cidades, localizar os soldados desertores e injetar neles um soro especial (conhecido apenas pelo serviço secreto e o general) que os fariam dormir.

O serviço secreto iria depois levar esses soldados adormecidos para um local de retreinamento no interior onde seriam reabilitados para o seu trabalho original. Aqueles que não pudessem ser reabilitados seriam banidos do país. Os guardas do serviço secreto especial foram treinados e colocados para proteger contra qualquer repetição futura de natureza similar.

Deste modo, a paz e a ordem foram restauradas no país fazendo com que os habitantes locais das vilas, cidades, metrópoles e da totalidade do país voltassem a ficar contentes de novo. O governante estava contente, o povo estava contente e o general e o exército estavam contentes.

Robert Fletcher é professor (especializado em ensinar crianças), certificado para ensinar no grau secundário, Educação Industrial, Educação de Surdos e tem ensinado pessoas cegas e surdas nos últimos anos. Robert é Master Practitioner de PNL, hipnoterapeuta certificado e mantém uma clínica particular.

Artigo publicado na revista Anchor Point em dezembro 1993 e republicado no volume 18 número 8.

O que é um sábio?

O abade Abraão soube que perto do mosteiro de Sceta havia um sábio. Foi procurá-lo e perguntou:

"Se hoje você encontrasse uma bela mulher em sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher?"

"Não", respondeu o eremita. "Mas conseguiria me controlar".

O abade continuou:

"E se descobrisse moedas de ouro no deserto, conseguiria ver este ouro como se fossem pedras?"

"Não. Mas conseguiria me controlar para deixá-lo onde estavam".

"E se você fosse procurado por dois irmãos, um que o odeia, e outro que o ama, conseguiria achar que os dois são iguais?"

Com tranqüilidade, ele respondeu:

"Mesmo sofrendo, eu trataria o que me ama da mesma maneira que o que me odeia".

Naquela noite, ao voltar para o mosteiro de Sceta, Abraão falou aos seus noviços:

"Vou lhes explicar o que é um sábio. É aquele que, em vez de matar as suas paixões, consegue controlá-las".

Crise & oportunidade

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de visão, não podia ler jornais. Em compensação, vendia bons cachorros-quentes.

Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali gritando quando alguém passava: "Olha o cachorro-quente especial!!!"

E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsicha, e acabou construindo uma mercearia. Então, ao telefonar para o filho que morava em outra cidade e contar as novidades, o filho disse:

- "Pai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria e a situação internacional é perigosíssima!"

Diante disso, o pai pensou:

- "Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais... portanto, deve saber o que está dizendo!"

Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para a noite e ele disse ao filho:

- "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!"

Autor desconhecido

O Professor e o sabio

“Um dia, um eminente professor de filosofia foi visitar um sábio para fazer-lhe perguntas sobre Deus, meditação e mil outras coisas. Mal lhe tinha dito bom-dia, o professor começou a falar sem trégua sobre todas as filosofias, o bem, o mal, a vida...
- Você vem de longe. Permita-me servir-lhe um pouco de chá, disse o sábio.
O professor continuou a despejar suas questões sobre a morte, o inferno, o purgatório, Deus, os anjos caídos, o nirvana, Maomé, Buda...
- Tenha um pouco de paciência, disse o sábio. Quem sabe a xícara de chá talvez resolva as suas questões?
O professor começou a pensar que ele perdera seu tempo. Esse monge é esquisito. Como é que a resposta a tantas questões espirituais pode estar no fundo de um bule de chá?
O sábio verteu o chá na xícara de seu visitante. O líquido logo transbordou, inundou o pires e assim mesmo o sábio não parou de servir.
- Pare !, gritou o professor. Não está vendo que a xícara já está cheia?
- Você é como a xícara de chá, ensinou o sábio. Seu espírito está repleto de interrogações, e não há espaço para você receber uma resposta sequer da minha parte. Desde que você chegou, o fluxo das suas perguntas inundou este ambiente. Você deve voltar para casa, para dentro de si mesmo.” - Osho Rajneesh.

3 de out de 2007

Lenda chinesa - Lili e a sogra

Há muito tempo, uma menina chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de algum tempo, passou a não se entender com a sogra.

Personalidades muito diferentes, Lili se irritava com os hábitos dela,
criticando-a freqüentemente.

Meses se passaram e Lili e sua sogra, cada vez mais, discutiam e brigavam. De acordo com a antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo.

Lili, já não suportando mais conviver com a sogra, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai. Depois de ouvi-la, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse:

Eu a ajudarei a resolver seu problema, mas você tem que me escutar e seguir todas as instruções que eu lhe der.

- Vou lhe dar várias ervas que irão envenenar lentamente sua sogra. Você não
poderá usá-las de uma só vez para se livrar dela, porque isso causaria suspeitas. A cada dois dias, ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Nunca discuta com ela.

- Sim, Senhor Huang, eu farei tudo o que o senhor me pedir - respondeu Lili.

Lili ficou muito contente, agradeceu ao Senhor Huang e voltou apressadamente para casa, para dar início ao projeto de assassinar sua sogra. Semanas se passaram e, a cada dois dias, Lili servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra. Ela sempre se lembrava do que o Senhor Huang havia recomendado sobre evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedecendo à sogra e tratando-a como se fosse sua própria mãe.

Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral.

Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante esse tempo, ela não teve discussões com a sogra, que agora parecia mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram, e elas passaram a se tratar como mãe e filha.

Um dia, Lili novamente foi procurar o Senhor Huang para lhe pedir ajuda e disse:

- Querido Senhor Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra. Ela se transformou numa mulher agradável, e eu a amo como se fosse minha mãe! Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei. Por favor, Senhor Huang, me ajude!

O senhor Huang sorriu e acenou com a cabeça.

- Lili, não precisa se preocupar. As ervas que lhe dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela. Na China, existe uma regra dourada que diz:

"A pessoa que ama os outros também será amada!"

A Águia e o Falcão!

Lenda Sioux

Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo ...

- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.
- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Há uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...


Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.


E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!


Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...


- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - matamos-las e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.


- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse:

-Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...Voem juntos mas jamais amarrados".

29 de set de 2007

BOM COMEÇO É MEIO CAMINHO ANDADO

(Lauro Trevisan)

Você acorda, pela manhã, escolhe a roupa,
arruma os cabelos, verifica o calçado que vai melhor,
talvez ponha a gravata combinando com o terno,
ou a bolsa alinhando com o sapato e sai
de casa dando atenção especial ao seu visual.

Tudo bem. Afinal, seu corpo é você e seu traje e
aparência são seu cartão de visita.

Mas, não acha que seria também importante caprichar
no visual do coração?

Não me refiro ao coração físico, mas no coração afetivo,
o órgão do amor, da felicidade, da paz, da alegria,
do entusiasmo e da fé.

Corpo bem apresentado e coração feio - destoa.

Corpo bem alimentado, com saboroso café matinal, e
coração com fome de felicidade - descompensação
complicada.

Roupa elegante, bem combinada, e coração roto,
em frangalhos - contradição visível.

Arrume o coração, assim como arruma o visual
- e o mundo baterá palmas para você.

A roupa do coração é o astral positivo,
o penteado é o sorriso, o calçado é a fé,
a gravata é a auto-estima, a bolsa é a calma.

Não deixe de vestir a rigor o coração,
pois, se este estiver desleixado,
você não se sentirá bem e as pessoas não vão
perceber o brilho dos seus cabelos e a beleza do seu rosto.

Prometa-se cuidar para que também seu coração
esteja bem quando sai de casa.

Se tem o hábito de acordar irritado e sair de casa com mau humor,
levará junto um coração depredado e dará má impressão às pessoas.

Se você é daqueles que fazem questão de ostentar grifes famosas,
lembre-se que a felicidade é a grife de Deus e
este é o ser mais famoso do universo.

Seja inteligente e coerente: dedique ao coração
pelo menos o mesmo tempo que usa para ajeitar o visual externo.

Assim como o exterior revela o interior, o contrário também é verdadeiro.

Preste bem atenção aos efeitos da depressão:
o rosto se torna lavado e endurecido;o corpo não reage bem;
o caminhar é contido;os olhos não brilham; os lábios murcham.

Faz bem em caprichar para melhorar a aparência,
afinal você não vive numa ilha.

Mas reflita, antes de tudo, sobre a estratégia mental,
emocional e espiritual que usará para que
o rosto se torne atraente, os olhos voltem a brilhar,
o corpo mostre vigor e o caminhar tenha a leveza das flores.

A palavra-pensamento é uma ordem não questionada
pelo cérebro e pelo corpo.

Faça a oração da alegria, do amor e da felicidade.

Diga para si mesmo que este é seu melhor dia,
porque está de bem com a vida, esbanjando alegria,
irradiando energias positivas, acreditando que tudo dará certo.

Visualize as pessoas gostando de ver você
e conclua dizendo que a bênção divina iluminará seus passos.

Então, abra a porta da sua casa e saia para a vida.

A humanidade e o universo estarão sintonizados em você.

Você sente mágoas??

Quer fazer um teste, leitor? Sim, um teste para saber se sente mágoa. Mágoa é decorrente de tristeza, decepção, desilusão, amargura...

Você tem alguma? Todos a temos. Uns com menos, outros com mais.

Há um teste interessante de avaliação desse sentimento. Seu autor é o Dr. Fred Luskin. O teste está no livro O poder do perdão (Editora Novo Paradigma), e Dr. Fred é Diretor do Projeto para Perdão da Universidade de Stanford, USA. Conheci o teste no seminário O amor está no ar, ministrado em Matão pelo consultor e especialista em treinamentos Alkíndar de Oliveira.

Faça a si mesmo três perguntas:


Você assume que ocorreu afronta em termos muito pessoais?

Você culpa o autor da afronta por como você se sente?

Você criou ou tem uma história sobre a afronta?


Pois bem! Se a resposta for positiva para os três itens acima, a mágoa existe em seu coração.

Tomara que você já tenha conseguido dar uma resposta negativa para qualquer dos itens, pois aí já estará no caminho de libertação desse sentimento que causa inclusive prejuízos à saúde.

Se existe mágoa e seus decorrentes prejuízos, o caminho é tentar compreender a pessoa que lhe causou tal sentimento. Colocando-se no lugar dela, você entenderá e poderá partir para extirpar o sentimento de si mesmo.

Perdoar não significa esquecer. Temos memória. Fica registrado. Perdoar significa não sentir mágoa quando a lembrança surge. Vamos tentar livrar-nos da mágoa?

Imagine uma casa. Desenhe-a na mente com seus vários cômodos.

Normalmente colocamos a mágoa na sala de visitas e até a levamos na varanda da frente. Pois a todo momento estamos falando dela, recordando-a e sofrendo tudo novamente. Ela se espalha pela casa toda, todo dia.

Vamos combinar algo novo: quando surge a lembrança, mandemos a mágoa para o quartinho dos fundos. Deixemos lá que vai chegar um dia que faremos uma limpeza no quartinho e a jogaremos fora.

É a primeira providência. Ir administrando a lembrança desagradável e desalojando-a de nosso dia-a-dia. Tirando-a de nossa sala de visitas (entenda-se de nossa convivência) e mandando-a para o despejo da casa.

Um dia o tempo resolve isso.

Livremo-nos da mágoa. Ela só nos faz mal. E muito mal!

Faz sofrer, abala a saúde, transforma-se em câncer!

Se alguém nos decepciona, ilude, ofende, maltrata, o problema é dela, não nosso. Vamos aceitar e passar recibo, entrando no mesmo nível?

Viemos para a felicidade. Treinemos dispensar a mágoa de nossa convivência. Ela não é uma boa companhia! Há tanta companhia boa diferente. Para que perder tempo com ela?

Pra que gritar????

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma - disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado,! o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente.
E por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.


E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
- Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.
Pense nisso! Quando você for discutir com alguém, lembre-se que o coração não deve tomar parte nisso.
Se a pessoa com quem discutimos não concorda com nossas idéias, não é motivo para gostar menos dela ou nos distanciar, ainda que por instantes.
Quando pretendemos encontrar soluções para as desavenças, vamos falar num tom de voz que nos permita uma aproximação cada vez maior.

Palavras pronunciadas

As palavras depois de pronunciadas não podem mais ser
apagadas, não podem ser modificadas.
Elas permanecem na lembrança.
Talvez mais na de quem as ouviu do que na de quem as pronunciou.
Dizemos o que estamos sentindo no momento em que falamos.
E a emoção nem sempre é boa conselheira.
Mas, para quem ouve, cada palavra ouvida provocará o surgimento
de sentimentos e emoções, muitas vezes difíceis de serem esquecidos.
Existe em nós a tendência para recordar muito mais o que nos
magoou do que o que nos trouxe alegria.
Calar, quando a emoção nos impulsionar a dizer coisas ásperas,
não é sinal de fraqueza, mas sim de domínio das emoções,
o que só conseguimos quando encontramos o nosso equilíbrio interior.

Senhora da Lua

Ame tudo o que puder

Ame tudo o que puder. Ame todos que puder.
Concentre-se exclusivamente nas coisas que ama,
sinta amor e irá experimentar esse amor e essa satisfação
voltando para você, multiplicados!
A lei da atração irá devolver para você mais coisas para amar.
Quando irradia amor, é como se todo o Universo estivesse
fazendo tudo por você, movendo todas as coisas prazerosas
na sua direção, e movendo todas as pessoas boas na sua direção.
Na verdade é isso mesmo que acontece.

Lisa Nichols

O Agora

O agora é a única coisa que realmente temos.
Todas as nossas alegrias e tristezas, são vividas agora.
Todos os problemas e soluções estão para serem vividos agora.
Somos os co-criadores de nossas vidas agora!
Portanto, temos agora, o poder de decidirmos se seremos felizes
ou infelizes, vitoriosos ou fracassados.
A escolha é sempre nossa.
Diante de um problema qualquer, podemos decidir se o
resolveremos sorrindo ou chorando, calmos ou angustiados.
O problema é o mesmo, porém, podemos vivê-lo de formas diversas,
pois, a escolha é sempre nossa.
Somos nós quem decidimos sobre nossas vidas o tempo todo.
Palermo
Extraído do texto site Mago da Luz

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