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15 de out. de 2007

Se você me ama, me diga!

Jerry não se esqueceu daquele dia de inverno em que nevava e seu filho mais velho quase sofreu um acidente sério. Jeff mal tinha um ano de carteira e isso deixava Jerry nervoso toda vez que o rapaz saía de carro. A proximidade com o desastre aumentou sua ansiedade.

Um dia, logo depois do quase acidente, Jeff disse ao pai que ia a uma festa e voltaria tarde.

- Dirija com cuidado! – Jerry advertiu.

Jeff virou-se para o pai com um olhar de tristeza e perguntou:

- Por que você sempre diz isso?

- Digo o quê?

- "Dirija com cuidado." É como se você não confiasse em mim dirigindo.

- Não, filho, não é nada disso – Jerry explicou. – É só uma maneira de dizer "Eu te amo".

- Olhe, papai, se você quer dizer que me ama, diga isso! Se não, posso confundir a mensagem.

- Mas... – Jerry hesitou. – E se seus amigos estiverem com você? Se eu disser "Eu te amo", você pode ficar sem graça.

- Nesse caso, papai, quando estiver se despedindo, basta colocar sua mão perto do coração e eu vou fazer a mesma coisa –Jeff sugeriu.

Jerry entendeu que seu filho, tanto quanto ele, queria expressar seu amor.

- Estamos combinados – ele disse.

Alguns dias depois, Jeff estava pronto para sair de novo, dessa vez com um amigo.

- Papai, pode me emprestar o carro? – ele pediu.

- Claro – Jerry respondeu. – Aonde você vai?

- Ao centro da cidade.

Jerry lhe deu as chaves.

- Jeff, divirta-se – disse o pai, colocando discretamente a mão perto do coração.

Jeff fez a mesma coisa.

- Claro, papai.

Jerry piscou. E Jeff, chegando perto do pai, falou baixinho:

- Piscar não faz parte do nosso trato.

Jerry ficou meio surpreso.

- Tudo bem, papai, até mais tarde – Jeff disse enquanto se dirigia à porta.

Antes de sair, ele se virou – e piscou.

Mitch Anthony
Histórias para Aquecer o Coração dos Pais
Jack Canfield & Mark V. Hansen & Jeff Aubery & Mark & Chrissy Donnelly
Editora Sextante

Amor, Fartura ou Sucesso

Uma mulher saiu de sua casa e viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente ao quintal dela. Ela não os reconheceu. Depois de observar por algum tempo disse:

- Acho que não os conheço, mas devem estar com fome. Por favor entrem e comam algo.

- O homem da casa está ? Perguntaram.

- Não, ela disse, está fora.

- Então não podemos entrar. Eles responderam.

A noite quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu.

- Vá diga, que estou em casa e convide-os a entrar.

A mulher saiu e convidou-os a entrar.

- Não podemos entrar juntos. Responderam.

- Por que isto ? - Ela quis saber - Um dos velhos explicou-lhe :

- Seu nome é Fartura. Ele disse apontando um dos seus amigos e mostrando o outro, falou:

- Ele é o Sucesso e eu sou o Amor. E completou:

- Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós você quer em sua casa.

A mulher entrou e falou ao marido o que foi dito. Ele ficou arrebatado e disse:

- Que bom! - ele disse. - Neste caso vamos convidar Fartura. Deixe-o vir e encher nossa casa de fartura.

A esposa discordou:

- Meu querido, por que não convidamos o Sucesso ?

A filha do casal que ouvia do outro canto da sala apresentou sua sugestão:

- Não seria melhor convidar o Amor? Nossa casa então estará cheia de Amor.

- Atentamos pelo conselho de nossa filha - disse o marido para a esposa – Vá lá fora e chame o Amor para ser nosso convidado.

A mulher saiu e perguntou aos três homens:

- Qual de vocês é o Amor? Por favor entre e seja nosso convidado.

O Amor levantou-se e seguiu em direção à casa. Os outros dois levantaram-se e seguiram-no. Surpresa a senhora perguntou-lhes:

- Apenas convidei o Amor, por que vocês entraram?

Os velhos homens responderam juntos :

- Se você convidasse o Fartura ou o Sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas se você convidar o Amor, onde ele for iremos com ele. Onde há Amor, há também fartura e sucesso !!!

Autor desconhecido

De Olho nas Metas

Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras. A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas. Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, lá vinha outro solavanco e... tudo se desarrumava de novo.

Então ele começou a ficar desanimado e pensou: "jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!". Quando estava assim pensando, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.

Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e nos distanciamos das nossas metas.

Autor desconhecido

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